Aula Magna do PPGH aborda direitos dos trabalhadores rurais no Brasil.

Com o título “As cores do campo: racismo, direitos e trabalhadores rurais no Brasil (entre guerras)”, o professor Fernando Teixeira da Silva, da Universidade de Campinas (UNICAMP), ministrou’Aula Magna ‘do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), nesta segunda-feira, 8, às 14h, no Auditório Rio Negro do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS).
A Mesa de Abertura do evento contou com a presença da professora Keith Valéria de Oliveira Barbosa, do professor Luís Balkar Sá Peixoto Pinheiro, além do professor palestrante. Em sua fala na abertura do evento, a professora Keith Valéria, em breves palavras, disse da importância que se reveste a ‘Aula Magna’, já que a mesma abre os trabalhos do PPGH do primeiro semestre letivo.
Por sua vez, o professor Luís Balkar ressaltou a presença do ilustre convidado na aula inaugural do Programa, ao afirmar, que ‘o professor Fernando é um historiador e intelectual, na qual, nós do Programa possamos a dialogar mais em função da grande contribuição que ele tem dado ao campo da história social do trabalho, campo que milita desde o início de sua formação na UNICAMP’. Finalizou, acrescentando, ainda, que o conferencista tem sido uma referência constante no diálogo com os mestrandos e doutorado e, que acima de tudo, ele sempre está disposto a colaborar.
Em sua saudação inicial, o professor Fernando declarou a sua alegria e honra em fazer parte de uma ‘Aula Magna’ que abre as atividades do PPGH. Disse que o tema da aula, parte de uma pesquisa que vem desenvolvendo desde ano passado, que questiona a lei do trabalho de 1946, na qual, os trabalhadores rurais foram blindados com poucos direitos e que, somente em 1963, com o estatuto dos trabalhadores rurais, os direitos se equiparam aos urbanos.
Para o professor, esses questionamentos têm vários pressupostos que foram deixados de fora da pauta a respeito do assunto, inclusive, as motivações raciais, esquecidas que foram, pela legislação nas décadas de 1930 e de 1940. A partir desses questionamentos, ele levanta hipótese que a legislação se assentou sobre uma leitura da história do País associado ao passado rural da escravidão e as miscigenações, ao mesmo tempo, de produzir e facilitar a circulação de estereótipos em torno do trabalhador rural. Ao final da aula, disse de sua alegria em ter participado das atividades do Programa. Agradeceu ao convite e se colocou à disposição do Departamento de História para futuras parcerias.
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